1 de mai. de 2010

Os riscos de exagerar na malhação


A busca por um corpo perfeito pode se transformar em obsessão.
Para chegar aos músculos idealizados, algumas pessoas colocam
suas saúdes em risco a curto, médio e longo prazo. Nas academias,
o caminho mais curto pode ser o mais complicado. A prática excessiva
de exercícios físicos, conhecida como overtraining, pode estar
relacionada a um grave distúrbio.

Trata-se da vigorexia, ou Síndrome de Adônis. Uma recente patologia
emocional capaz de modificar a percepção que o indivíduo possui
de si mesmo. Ao contrário dos anoréxicos, que se veem acima do peso,
os que sofrem de vigorexia se enxergam demasiadamente fracos. Essa
distorção aparente da autoimagem faz com que as pessoas iniciem
uma busca incessante para se tornarem musculosas. Nessa tentativa,
lançam mão de horas nos aparelhos das academias e algumas doses
de suplementos.

Conforme a psicóloga Eleni Costa, mais conhecida como Samma,
o transtorno está relacionado a conflitos psicológicos pessoais. “A
pessoa esconde um medo por trás do vício, havendo uma grande
necessidade de ser aceito socialmente e se mostrar forte.” Vale
ressaltar que não é o simples fato de praticar muito exercício que
torna uma pessoa vigoréxica. O problema surge quando a malhação
foge do controle e passa atrapalhar outros aspectos da vida pessoal.

Para o professor da Unique Fitness, Marco Paulo Paoli, a academia
tem o papel de mostrar ao aluno que a estética passa antes pela saúde.
“Não se pode transpor a integridade física por um padrão de beleza”,
destaca. Ele também salienta a importância de uma boa orientação e da
conscientização. “Muitos passam a usar anabolizantes pela falta de
conhecimento. É necessário que o professor mostre os melhores
caminhos.”

A musculação em excesso pode resultar em cansaço constante,
insônia, fraqueza e distenções musculares são algumas das
conseqüências da vigorexia. O tratamento pode ser multidisciplinar.
Muitas vezes é necessário que o vigoréxico seja encaminhado ao
psiquiatra para que seja medicado contra ansiedade. Além disso,
deve-se manter o tratamento psicológico para que ele possa melhorar
sua autoestima e trabalhar conflitos pessoais que acentuem o transtorno.

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